Capítulo I
A terra que Seu João
plantou à mão.
Quinze hectares no interior. Uma capela de pedra caiada, uma casa de madeira que respira, um lago de patos briguentos e um campo que floresce inteiro em novembro.
fig. 07 · vista aérea do sítio em abrilA história
Em 1962, Seu João comprou um pedaço de terra achando que era só pra plantar milho.
Plantou. Depois plantou ipês. Depois plantou uma capela — dizem que ele mesmo carregou as pedras. Ao longo de quatro décadas, sem pressa, transformou dez alqueires de nada em um dos lugares mais bonitos do interior.
Hoje, quem cuida do sítio é sua filha, Dona Cecília. E o que ela faz é simples: abre o portão pra quem quer casar, aniversariar, reunir gente ou simplesmente estar no campo por um dia.
A Capela
Pedra caiada, cruz de madeira, cabem sessenta pessoas sentadas. Ou cem se todo mundo apertar.
O Salão de Madeira
Coberto, com pé-direito alto e vista para o campo. Serve para jantar, dançar ou se esconder da chuva.
O Campo Florido
Um hectare de flores nativas que floresce de outubro a março. Cerimônias ao ar livre acontecem aqui.
A Figueira
Cento e vinte anos. Faz sombra suficiente para trinta cadeiras. Ninguém corta um galho sem pedir licença.

